quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Crédito da imagem: " Máfia no divã."-filme.

SACAL

– Sabe, doutor, sou muito complexo; vou do hermetismo ao cafona. Não deixo de ser pós-moderno, doutor. Dizem que os meus textos são uma mistura de Clarice Lispector e Rubem Fonseca. Sou fluído, entendeu? Ao mesmo tempo que escrevo compulsivamente, quero ter uma vida simples, doutor; como correr descalço na terra batida e fazer piquenique no parque. Doutor, às vezes, não sei o que sou e o que vai acontecer com a Terra daqui a milhares de anos. Fico angustiado e choro no quarto escuro. Doutor, está me ouvindo? O que anota tanto neste pequeno bloco? Deixa eu ver. Como? Escreveu que sou sacal. Como assim, doutor? Você precisa me dar apoio. Já leu o meu blog? Eu o atualizo todas as semanas. Doutor, tenho tantas ideias; sou uma pessoa bastante produtiva. Doutor, está apontando a arma pra mim? Espera! Não faz isto, doutor! Sou seu paci

TIROS

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