quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

CONTO ANTIGO

Prefácio
Mais um conto antigo que tentei escrever de novo. O engraçado que na época que o escrevi, estava numa fase de me sentir o máximo: Um aspirante a escritor com ideias muito originais. Principalmente, por ter feito duas oficinas literárias, já estava me sentindo pronto para enviar originais às editoras.

Enfim, mais um mico para minha coleção.

Imagem encontrada na internet




TEMPESTADE

Almeja estar só. “Envelheci!”. O celular toca. É o Fernando. Desliga. " Babaca, nunca assume nada". O celular toca. É a sua mãe. " Preciso visitá-la”. Desliga. O celular toca. É o chefe. " Já disse que vou apresentar o projeto na semana que vem!". Desliga. Vai à piscina. Quando está cansada e chateada, gosta de nadar. Ana sente uma presença. Tem um leve tremor no corpo. Quer sair da água. Vai até a escada da piscina e olha para trás. Vê uma parte da água se desprender do todo, moldando-se num corpo masculino e vai ao seu encontro. Ana está paralisada, não consegue se mover. Ele começa a tocá-la. O medo que sente antes se dilui. Lembra-se de quando era mais jovem gostava de ficar horas sentada no bidê, sentindo a água do chuveirinho invadir seu sexo. Neste momento, era uma ducha vigorosa penetrando-a. Olha para o céu e para de pensar.

Acorda com os pássaros. Percebe que a cama e os cabelos estão encharcados. Confusa, não se lembra de como parou no quarto. As únicas certezas que tem: reatar com Fernando, visitar sua mãe e terminar logo o projeto. 

Olha pela janela os estragos da tempestade da noite anterior.
Postar um comentário