domingo, 1 de novembro de 2015

MAIS LÚCIDO QUE NUNCA




Relembrando de alguns episódios da minha vida, fico vermelho de vergonha. Como em um dia, tinha acabado de escrever um texto e queria mostrar para meus colegas, sentindo-me O ESCRITOR. Quando lia, ninguém deu bola e fiquei chateado na época. Hoje, percebo que fui imaturo. Não preciso fazer nada para ter aprovação dos outros. Continuo a escrever mesmo que ninguém leia. Farei vários contos e romances que nunca existirão, pois não serão lidos. Serei o escritor de obras não lidas. Agora, com licença, vou a minha noite de autógrafos. O espaço está vazio e só estão as pessoas do bufê. Olham-me com pena, mas estou feliz de publicar meu livro, mesmo que eu esteja sozinho no lançamento. A noite está mágica e a lua parece sorrir para mim. Quando tudo terminar, deixarei os exemplares por aí e se uma pessoa ler, ficarei contente.  Não quero mais nada. Posso não ser um escritor, porém, escrever é minha segunda respiração e se parar, irei me tornar um morto vivo. Ouvi um garçom do bufê dizer que sou louco por ter oferecido um exemplar do meu  livro, discordo. Estou mais lúcido que nunca!

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