terça-feira, 15 de abril de 2014

Eles




“Nunca nos devemos esquecer que nenhum homem pode fugir de si mesmo.”


Os jovens observam a senhora e o homem. Deduzem que são mãe e filho. Planejam como atacarão, vestem fantasias. Denominam-se caçadores de aventuras e esperam ansiosos as aulas da faculdade, para poderem brincar.

A senhora sente um arrepio, olha para o filho, que lê um livro. Sempre cuidou dele e desejava que aquele mal não o afligisse mais.  Ele percebe o olhar temoroso materno e diz que está tudo bem.

Barulho ao redor da casa, a senhora se assusta, mas não pelo barulho e sim aquela sombra que perpassa pelo rosto do homem. Ela pede para ter calma, mas, não a ouve. É outra pessoa. A senhora pega o celular, sem sinal. Moravam em lugar distante e, em muitas ocasiões ficavam incomunicáveis com  o mundo exterior.

O homem sai de casa. Consegue sentir a pulsação dos invasores.  Em frações de segundos, descobre onde estão e os ataca, parecendo uma fera. Depois, enterra-os nos fundos da casa.

Entra na casa e chora. A mãe o consola. Diz que precisam ir embora. Desde criança, ele tinha uma força destrutiva, principalmente, quando os outros o provocam.

 Anos procuravam um canto, onde pudessem encontrar a paz. Porém, como fugir daquilo que existia dentro do filho.



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