domingo, 27 de abril de 2014

A DEDADA PROIBIDA( Um dos meus primeiros contos.)


* Príncipe da Pérsia


Jargo era um guerreiro, considerado como um dos mais fortes e corajosos do reino.  Era o líder da guarda do palácio, defendia a família real com toda lealdade. Morreria para protegê-los. O rei lhe tinha muita estima e os soldados também. Porém o único que nunca gostou dele era o conselheiro real. Invejava a influência que o guerreiro tinha com rei e os habitantes do reino.

O conselheiro queria encontrar ou arranjar um mal feito do guerreiro, para depois desmoralizá-lo perante todos. Procurava algo que incriminasse Jargo, mas não conseguia encontrar nada.

Até que um dia, um jovem informante transtornado veio a ele contar o que viu. Disse que vira uma cena esdrúxula, relacionada com a conduta moral do guerreiro Jargo. Começou a relatar:
 - Segui Jargo até uma casa afastada da cidade. Ele entrou na casa, fui observar, escondido para ninguém me ver. Lá esperava uma moça que parecia ser nobre. Conversaram um pouco e depois se beijaram apaixonadamente. Eles subiram ao andar de cima, esperei que uma luz aparecesse nos cômodos superiores da casa. Quando acendeu, subi numa árvore que era em frente ao cômodo em que estavam. Senhor! A cena era grotesca. Lá estava aquele homem forte, deitado de costa na cama e a moça alisando suas nádegas, penetrando seu delicado dedo naquele orifício, onde sai  impurezas do nosso corpo.  Ele gemia e pedia para ela não parar de tocá-lo.

A arma que o conselheiro queria para destruir o guerreiro estava em suas mãos. Então arquitetara um plano. O rei era um homem que pregava a pureza da alma aos cidadãos do reino e não queria no palácio, pessoas com desejos  considerados escusos. Falaria com o rei, arranjaria testemunhas, que seriam os companheiros de luta do guerreiro.

        Foi direto ao rei e relatou tudo. O rei atordoado não acreditou, mas decidiu ver se tinha algum fundamento na denúncia.  Junto com o invejoso conselheiro organizaram o flagrante.

Era uma noite calorosa, os dois amantes estavam se amando. Não perceberam que em breve teriam companhia. Jargo somente percebeu o que acontecia, quando a porta do quarta foi aberta com violência. Viu os soldados, seus companheiros, o conselheiro e o rei. No início, todos ficaram perplexos. Porém, momentos depois, todos o olharam com fúria e sarcasmo. O rei disse que estava enojado com o que vira, decidiu que os dois amantes deveriam ser punidos. O guerreiro pediu clemência à moça, mas, o rei não deu. Mandou matá-los.

Os soldados correram na direção deles, o cavaleiro teve tempo de pegar sua espada. Nu, lutou com seus oponentes, matando um a um. Pensou: - não posso deixar que a matem.

Ele pulava, dava cambalhota no ar; subia pelas paredes e lutava maravilhosamente com sua espada. Enfim, quase eliminou todos que invadiram o quarto.

Mas, um soldado o feriu em seu órgão sexual. Mesmo machucado conseguiu aniquilar todos seus inimigos. Os únicos que sobraram foram o rei e o conselheiro. Jargo iria poupá-los, porém o rei ergueu a espada. Ele rapidamente desviou e matou o soberano. O conselheiro quis fugir, Jargo jogou sua espada na direção dele, perfurando as suas costas.

A jovem ajudou Jargo no curativo do machucado, ele ficou triste porque com a ferida poderia ficar impotente. Ela para consolá-lo disse que existiam outras formas de sentir prazer. Ao término do curativo, decidiram fugir para um lugar seguro, onde ninguém os encontraria.  A moça era filha de um conde falido que foi assassinado por não poder honrar suas dívidas; sua mãe já tinha morrido. Não tinha mais nada que a prendesse naquele lugar, vivia das migalhas de um padrinho, que sempre a humilhava. A única coisa que possuía era Jargo, seu amor.


Fugiram para terras distantes e exóticas. Queriam um lugar calmo, onde pudessem se amar em paz.
Postar um comentário