sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Conto antigo, mudei algumas coisas...


ENCONTRO

 Sozinho na multidão observa a paisagem em movimento. Sempre quando pode, viaja ao estrangeiro para viver como um anônimo. Aproveita ao máximo essa sensação, sente-se livre. 

 De repente, olha para o lado e vê uma jovem olhando-o fixamente. Fica desapontado, decide que não cederá. A jovem se aproxima. Tenta fugir...

 – Oi. Não quero incomodar, mas sempre acompanhei suas novelas. É um excelente ator. A tevê produz um fenômeno estranho, quando aparecia na tevê lá de casa, considerava-o um amigo íntimo. Estou passando uma temporada por aqui e o que me conforta é a reprise de uma novela antiga sua. Tá tão engraçado sendo dublado... Sinto saudades de sua voz. Desculpa por importuná-lo, pode me dar um autógrafo? 

 – Sim. O seu nome?

 – Antônia.

 Ele autografou. A jovem tinha uma beleza frágil, pensou que para fazer amor com a moça precisaria ter todo o cuidado, senão poderia partir todos os ossos de seu corpo. Convidou-a para ir ao Café. 

 – Não posso. Tenho que trabalhar. Foi muito bom encontrá-lo. 


 Quis pegar endereço de Antônia, mas ela saiu rapidamente do vagão e se misturou na multidão. 

 Continuou a viajar no trem.

***

Música ao som :


Postar um comentário