quarta-feira, 26 de janeiro de 2011


ESCREVEU NUM PEDAÇO DE PAPEL



“Deixa-me”, depois fez um barco de papel e o jogou pela janela. Foi ver o filho pequeno no quarto e em seguida dormia abraçado com a mulher.

Sua primeira lembrança foi que desceu num barco de papel e começou a andar sem rumo. Era um andarilho orgulhoso, mesmo que o vissem como um mendigo. Às vezes, sentia saudades sem sentido e visitava um lugar que lhe parecia familiar.


O garoto quando saía com o pai para ir à escola e via um mendigo em frente à sua casa dizia: “Olha só papai, aquele homem é a sua cara.”. O pai não prestava atenção. Estava imerso nos problemas cotidianos, sentindo-se protegido.
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