terça-feira, 24 de março de 2015

SEM FÔLEGO( série antiga de minicontos antigos)



O TAPA


 ela cai na cama tem vergonha de sentir uma sensação gostosa o homem vem a beija ardentemente tudo se misturava saliva línguas sangue ela fica mais excitada lembra-se de quando era pequena o padrasto batia de vara de marmelo no seu traseiro por fazer alguma arte não chorava fingia sempre gostava das surras do padrasto o tempo correu virou mulher quando não tinha ninguém para machucá-la maltratava seu corpo usava agulhas velas  chicotes porém sentia arrependimento fez anos de análise nunca conseguiu deixar de sentir prazer na dor um dia encontrou ele que a perseguiu na rua deserta ela começou  a correr  mas ele conseguiu alcança-la a empurrando forte na parede de um beco qualquer ela o arranhou  ele simplesmente a esbofeteou a possuiu ali mesmo encontraram-se mais vezes hoje moram juntos apesar  dela ser feliz tem um pouco de vergonha do caminho que escolheu 

TUDO SE ACABOU

estou vermelho quero que minhas lágrimas se transformem em lanças para atingir todos os que me prejudicaram Sara por que foi embora me deixando sozinho sonho com você todas às noites você me aparece é metade sereia e felina seus cabelos amarram meu pescoço sinto falta de ar acordo vou à janela as estrelas estão brilhantes são tão bonitas mas já estão mortas quero ver o mar para encontrar você minha sereia-gatuna todos me odeiam quando ando nas ruas as sombras das pessoas aumentam querem me pegar corro o mais rápido que posso ninguém me ajuda um monstro verde aparece vou para faculdade encontrar Lúcio a gente tem que fazer o trabalho de História escuto gritos no meu apartamento está pegando fogo vejo a fumaça ter uma forma de bailarina a vida é uma merda que homem é esse que aparece na minha sala cantando ópera sai daqui filho da puta mãe gosto de você do pai sereia-gatuna aparece diz "vem meu amor" vou sim tudo está se dissipando o castelo de areia da minha vida é diluído pela maré alta



HOMEM-FOGO E A MULHER-LAGO

   numa praça havia uma fogueira e ao seu lado um lago eram apaixonados porém não podiam consumar a paixão uma estrela cadente apareceu no céu os dois fizeram um pedido em comum o fogo tomou a forma de um homem forte o lago em uma bela mulher pela primeira vez conseguiram ficar no mesmo espaço com o contado de dois corpos tão opostos ouve uma condensação no ar surgindo uma  neblina o homem-fogo suga os exuberantes seios d’água da amante e a invade com seu pênis de fogo  a mulher-lago sente o membro em chamas penetrar em sua vulva d’água o gemido final de ambos ecoou por toda a praça  as pessoas foram ver o que estava acontecendo  a fogueira e o lago desapareceram nunca mais ninguém os viram na praça os mais velhos sempre contavam a lenda do homem-fogo e da mulher-lago





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