domingo, 8 de março de 2015

DIANA


Imagem encontrada no  google

Estavam exaustos de tanto se amar e felizes por não precisarem se esconder. Diana resolveu deixa-los me paz e assinar o divórcio. Lauro apareceu na casa de Amanda com o vinho.

No breu do quarto uma fresta de luz surgiu.  Os amantes acordaram e uma flecha foi lançada no peito do homem. Amanda gritou e ficou perplexa ao reconhecer o rosto da assassina.

***
Quando Diana estava enfurecida, gostava de produzir à exaustão. Um dia, moldou uma estátua, que era a sua imagem e foi dormir exaurida sem perceber o que fizera; ao amanhecer, a estátua não estava no ateliê. Diana considerou que foi delírio e resolveu preparar um café da manhã daqueles. Pela primeira vez, sentiu-se tão bem... Parecia que a dor da separação havia desaparecido do nada. Não sentia mais nada por Lauro, só vazio. Achou estranho, ela sentia tanta falta daquele homem, principalmente, quando a possuía. Mas, decidiu não pensar muito, resolveu seguir em frente. Ligaria para Paulo, estava pronta para recomeçar.

***
No restaurante com Paulo, Diana foi abordada pela polícia. Era suspeita de assassinato de Lauro. Com o tempo, provou sua inocência. As câmeras do apartamento de Amanda não registraram sua presença. Porém, se não foi Diana, quem foi?

Diana lembrou-se da estátua que tinha feito, depois de uma noite de fúria. Relatou à polícia e o inacreditável esvaziamento que sentira no dia seguinte.

Claro que todos acharam bobagem e o caso não teve solução. Amanda continuava a acusar Diana, mas ninguém dava ouvido.

No enterro, Amanda viu Diana e elas se entreolharam. Quando, todos se despediam de Lauro, elas viram uma mulher de arco e flecha, escondida na árvore. Diana assustou-se ao ver como eram parecidas. Amanda presenciou a tudo e a verdade se revelou para ela, também.  

***

Obs: Conto inspirado em um miniconto antigo... 


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