quarta-feira, 28 de setembro de 2016

A ONDA



La Vague (A Onda), de Camille Claudel




Vem e destrói tudo que se construiu anos. Sua irracionalidade ancestral assusta. Aparece, de repente, num dia tranquilo em que você passeia devagar a olhar as belezas muitas vezes ocultas pelo cotidiano e ela vem, engolindo-o. Não tem para onde fugir, pois se esparrama violentamente e os destroços viram armas fatais. Depois de tudo terminado, surge a calmaria. Vai embora, aparentemente, na verdade, está adormecida em algum lugar ou até dentro da gente.
Até um dia acordar... Pode demorar eras e anos, porém, sempre desperta. 
Vejam a História para perceber isso.
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