sábado, 7 de maio de 2011



FRAGMENTO

Quando tomava banho, sentia-se numa espaço-pausa. Era o momento que entrava em contato com sua individualidade, sem interferências. Um dia, no basculante do banheiro do lado de dentro, viu várias formigas caminhando sintonizadas de um lado para o outro. Sentiu-se invadido no seu caos silencioso. Lançou água nas formigas e as viu morrer afogadas. Depois do banho, a culpa pairou na consciência. Encolheu-se na cama, sentia-se mesquinho.
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