segunda-feira, 30 de abril de 2012

Em uma tarde chuvosa



As gotas escorrendo pela vidraça da janela e nas grades enferrujadas me dão sono. Parece que o tempo para. Será que alguém a mais de trezentos anos sentiu esta sensação? Deito na cama, a mente viaja. Imagino outra vez a cena: A sombra das gotas da chuva é projetada nos moveis, nas paredes e nos corpos despidos no sofá, tornando-os mais belos. Ao som de CHOPIN - NOCTURNE. Os passarinhos cantam escondidos nas folhagens e nas gaiolas. Estou num ponto suspenso. O barulho da chuva me hipnotiza, meu quarto azul me abraça. Estou sentindo coisas que não consigo nomeá-las, sempre fui péssimo com as palavras. A chuva parece aumentar, imagino que minha cama é uma nuvem. Será que o mundo parou por um instante e todos desapareceram? Sou o único que está no planeta? As palavras e os pensamentos me fogem, estou cansado de caça-los. Por alguns instantes, serei um animal selvagem que só sente. A chuva irá embora, deixa-me aproveitar este intervalo.
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