quarta-feira, 12 de outubro de 2011


Estou no quarto azul. Olho pela janela e vejo um labirinto de portais, os quais me levam para outras realidades. Não quero saber disso. Está tão bom, ficar suspenso no quarto azul. A calopsita aqui de casa é diferente das outras, tem cara de águia. Por isso, que ela não canta. Há pouco vi um casal se beijando, ele beijava através dela outras pessoas e vice versa. Relacionei, não sei o porquê, com as redes sociais: Orkut e Facebook. Quero me concentrar num ponto, mas o diverso está mais atraente. Liguei a câmera e estou vomitalizando palavras. É o jeito dudulizar de ser. Será que ainda existo? Sou sonho? Ou sonho de alguém? O quarto azul é o céu? E sou anjo? Por esses dias escrevi no twitter: " Sou uma gelatina cósmica". Clarice, cadê você? Nunca mais a vi, quando montou no Pégaso e viajou além das estrelas. O ser humano se considera tão maravilhoso, mas para um dragão, é tão mais frágil que uma bolha de sabão. Terça-feira , vou dar um cochilo. O quarto azul me aconchega. Silêncio, que melodia gostosa.

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