quarta-feira, 31 de outubro de 2012

conto antigo



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MEU MENINO   

Óculos de armação grossa. Cabelos curtos. Poeta. Olhar atrevido. Antônia. Vi-a pela primeira vez em um famoso festival literário, ela dava uma palestra sobre o seu novo livro de poemas. Como pode escrever e falar tão sobriamente com apenas vinte anos? Olha para mim todo o tempo e sorri, retribuo... Alguém da organização do evento me dá um pequeno papel: “ no hotel às sete...” . Será que ela está brincando, comigo? 

“Olá!!” disse a me ver entrar no saguão. Passeamos e conversamos sobre tudo. “ Sinto que está nervoso”. Tentei disfarçar. Tilintar dos talheres, conversa alta e agitação dos garçons nos incomodavam, “ Vamos sair daqui, me leva ao hotel”. 

Beijo. Tiro sua roupa devagar, seios rígidos e pequenos. Encaixe perfeito. Cansaço. Sono.  No dia seguinte, Antônia não estava lá. 
Quando retornei para casa, recebi um e-mail: “ Olá! Meu menino, tive um compromisso. Voltei para cidade e queria vê-lo.”. 

A partir de então sempre estarei disponível quando me chamar.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

DELÍRIO CÍCLICO DE VERÃO




Estou doido, falo uma língua que não entendo. Será que serei esmagado? Sou uma barata voadora na parede.

HÓSPEDE


Cena da imagem de  A viagem de chihiro




Quando estava cansado de ficar num corpo, ia para o outro. Não era um parasita, mas hóspede. Ajudava até o dono do corpo em que estava através de pensamentos e sonhos. Pulava de corpo em corpo, vivenciando histórias que não eram suas.

- CALA A BOCA




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Não quero saber de sua verdade, não arrote sua soberba em cima de mim. Vou pegar a estrada.  Vejo a montanha, ela me chama. Não aguento ficar aqui, sinto-me enclausurado. Encontre outro aluno. Desejo sentir novamente a água gelada da cachoeira e seu canto. Observar a dança do vento com a vegetação. Não quero saber de sua verdade, seu nariz empinado me inspira ideias assassinas. Vou embora! Sofia vem comigo, ela sempre me quis, desde o dia em que eu a encontrei andando de bicicleta. Vejo a montanha sempre tive curiosidade de escalá-la. Será que encontrarei duendes e fadas? Há uma lenda de que um poeta apaixonou-se por uma fada, subiu a montanha e ninguém mais o encontrou. Será que Sofia é uma fada? Ela nunca soube quem foi sua mãe, o pai nunca lhe disse nada.  Cale a boca! Não quero saber de sua verdade...

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

- CLÁUDIA


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- CLÁUDIA

 Meu remédio. Já tomei? Liga a tevê pra mim, Cláudia. Mas, antes me prepara um suco, Cláudia... Está meio aguado, Cláudia. Hei, quem está te ligando, Cláudia? Veja o que vai aprontar, Claudia. O último namorado que você arranjou me deixou perneta, Cláudia. Que faca é essa, Cláudia? Como? Está cortando o bife, Cláudia? Não o deixa duro, Claudia, minha dentadura vai rachar de novo, Claudia. Cláudia, você é uma boa filha. Só tem dedo podre pra homem, Cláudia. Claudia! A campainha está tocando. Cláudia...

domingo, 28 de outubro de 2012

MINICONTOS ANTIGOS SOBRE DESPEDIDAS


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DESPEDIDAS

A BRISA DA ALTA MADRUGADA

Foi embora e a única companheira foi a brisa da madrugada.


NA RODOVIÁRIA

A mãe não vê mais o filho no horizonte. Tímidas lágrimas escorrem, desmanchando um pouco a máscara de mulher rígida. A filha mais nova finge não perceber. Olha o céu azul.

- ADEUS!!!

Ela foi embora sem hesitação. No início o esposo ficou triste. Mas depois, começou a ter um caso com a vizinha da frente, que era muito prendada e gostava de servi-lo. Já a antiga esposa virou cantora de bar e escritora de livros eróticos. Hoje em dia, os dois estão muito felizes.

RETORNO




- Voltou! Que bom!






- Não vai mais embora, senti sua falta.

DE REPENTE







Quando o sol atravessa meu quarto, meu coração dói de tanta alegria.

sábado, 27 de outubro de 2012

POEMA DESERTO


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POEMA DESERTO

 - Um verso entrou no meu olho e me incomoda.



Viajantes( Uma nova versão)


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Quando Álvaro chega de viagem liga para Lauro. Deseja mostrar as fotos, em primeira mão, ao amigo. 

Lauro sempre fica ansioso, pois as fotografias revelam que suas fantasias são reais. 

Lauro: Estive com você nesse lugar em sonhos. Almoçamos num restaurante muito agradável.

Álvaro: Realmente, fui a um restaurante agradável quando estive em Roma.

Lauro: A comida estava deliciosa, né?

Álvaro: Sim.

Lauro: Uma vez, sonhei que você caminhava numa rua deserta e a lua o iluminava. Parecia um fantasma. Senti certa melancolia em você.

Álvaro: Passei uma madrugada assim.  Estava me sentindo só, perdido, mas me lembrei de você e fiquei bem. 

Lauro: Uma vez me perguntaram se éramos gêmeos.

Álvaro: Gêmeos de pais diferentes? Além do mais, nem nascemos no mesmo dia.

Lauro: Você é meus olhos que enxergam além do horizonte.

Álvaro: Já você, não me deixa esquecer das minhas origens.

Lauro: Sempre puxarei seus pés para que volte.

Álvaro: Quanto a mim, o levarei para conhecer os lugares mais belos do mundo.


***

Conto ao som de 

Desireless - Voyage Voyage







Na van



Quero dormir, mas a garota sentada na minha frente briga com o namorado no celular, porque ele adicionou uma "piriguete" que só tirava foto de calcinha e sutiã. Ainda disse que adicionaria um monte de "homens gostosos". O trocador da van grita toda hora para ver se consegue passageiros, insiste com as pessoas e elas se desviam dizendo que irão para outro lugar. Além do pagodinho meloso que toca na rádio da van, tem um cara que ouve funk sem fone, ao lado dele, há uma jovem que ouve musica evangélica. Uma senhora comenta quase gritando com a amiga que o filho é vagabundo e irá obriga-lo a arranjar emprego. Não consigo cochilar, mas estou bêbado de sono e o caos de sons me invade. De repente, penso num espaço vazio. Isso me acalma.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

ÚNICA NUVEM NO CÉU








“ Será que mora um anjo nela? Ao mesmo tempo em que desejo saber, tenho medo. De repente sinto gosto de maça. O motorista já entrou no ônibus, preciso me apressar. Estou atrasado.”








Miniconto ao som 

EU SOU NUVEM PASSAGEIRA HERMES AQUINO







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Helena

Sempre guardou segredos dos outros. Um dia explodiu literalmente e os segredos irradiaram o vento e se espalharam, causando revelações desconcertantes.
***

Conto ao som: 

Equinoxe 4 - Jean Michel Jarre




quarta-feira, 24 de outubro de 2012




Motherhood, 1986


Foto de Jan Saudek





DEPOIMENTO

- É uma coisa que não consigo controlar. Quando vejo alguém em desespero, o leite escorre em meus seios. Quando dou por mim, estou dando de mamar para um necessitado. Minha família não me entende, tem vergonha de mim. Me  internaram e eu alimento os loucos desprovidos de tudo. Agora, sinto que você, que me ouve, está sofrendo... Meu sutiã está encharcado de leite. Quer se aconchegar em meu colo?

***

Conto ao som 

Era - Mother



O QUE FALAM DE MIM






"Tenta se esconder no rosto de menino, mas o tempo é implacável e as primeiras rugas cortam sua pele. Precisa crescer, sabe disso. É um velho e precisa ser adulto. É fraco, mas não pode mais se refugiar na saia da sua mãe. Tem trinta e três anos, precisa morar sozinho. Desculpa se estou sendo cruel, mas preciso fazer você acordar." 

***

- Todos nós viramos personagens na memória dos outros. Por isso, deixei de me importar com o que pensam sobre mim. Viverei minha vida.


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

encanto




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Se encontraram, se amaram e, num instante, se tornaram passado de um e de outro.

Anos depois, em sonhos, refaziam o mesmo itinerário:

Passeavam na praça e, depois, faziam amor num quarto emprestado de um amigo já esquecido pelo tempo. 

Nunca desejaram se reencontrar, eram felizes com as respectivas famílias. Não queriam quebrar o encanto das lembranças.






Pedro Abrunhosa - Momento



sábado, 20 de outubro de 2012



Cena do filme Anjos da noite


FUGA

Ele: Qual é seu nome?

Ela: Como quer que eu me chame?

Ele: De onde é?

Ela: De onde acha que eu vim?

Ele: Não quer me revelar quem é você?

Ela: Prefiro interpretar a personagem que você construiu. Assim, fujo um pouco de mim.

Ler o conto ao som: 




Jean Michel Jarre - Equinoxe part 3






sonhovivo@liberdade.com.br ( outra versão, mas continuou uma merda)





Não adianta me enterrar no seu inconsciente ou perfurar o meu coração pulsante com as garras de uma águia inventada. Vou viver e você terá que me engolir. Somos um só. Respeita os meus desejos, me assuma. É um covarde e tem vergonha de tudo. Vou vencê-lo. Terei como soldados vaginas-monstras com dentes afiados e seios-canhão que lançarão leites ácidos. Estas armas fatais destruirão a barreira intransponível que você tanto orgulha em ter feito. Desmancharei tudo que acredita. Não vou ter clemência, nunca teve comigo, implorei por anos a fio e você sempre fingindo que não sabia da minha existência. A sua covardia me fez feridas profundas. Imaginarei vermes para te consumir, sentirá fortes dores como eu. EU TE ODEIO!!!


***

quarta-feira, 17 de outubro de 2012







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FINADOS

No cemitério que existia dentro dele, as lápides tinham a mesma mensagem:

 “ aqui jaz um sonho
    aqui jaz um sonho ... "



Conto ao som 

Albinoni: Adagio in G minor




MINICONTO ANTIGO

Foto: – A PORTA ESTÁ ABERTA

Tem fome? Preparei um cozido com legumes. Entra, a casa é sua. Não tenha receio, gosto de ajudar os que precisam, desde menina sou assim. Não vejo minha família há tempo, todos são independentes demais. Já tá passando a mão na minha bunda? Sempre desejam a última gota, mas a minha ânsia em ajudar é imensurável.
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– A PORTA ESTÁ ABERTA

Tem fome? Preparei um cozido com legumes. Entra, a casa é sua. Não tenha receio, gosto de ajudar os que precisam, desde menina sou assim. Não vejo minha família há tempo, todos são independentes demais. Já tá passando a mão na minha bunda? Sempre desejam a última gota, mas a minha ânsia em ajudar é imensurável.


Conto ao som de 

Clair de Lune



DE REPENTE, LIVRE


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Observou a tudo e a todos sem anotar no caderninho. Simplesmente fruiu os acontecimentos, sem pretensões de encontrar algo que sirva de inspiração para escrever. Quando olhou as páginas em branco, sentiu-se temporariamente liberto da persona escritor.


Conto ao som:

JEAN MICHEL JARRE. OXYGENE 4.




terça-feira, 16 de outubro de 2012

OUTRA VERSÃO DE MINICONTO



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O MENDIGO

Um dia me deparei com um mendigo sentado na calçada. Ele riu para mim. Continuei a minha vida sem dar atenção ao acontecido. Anos depois, quando caminhava sem rumo, olhei-me rapidamente pela vitrine de uma loja e o vi novamente. 



De repente, veio um segurança na minha direção:



 – Se manda!



Conto ao som:

Pedro Abrunhosa - Quem Me Leva Os Meus Fantasmas





segunda-feira, 15 de outubro de 2012

CÉU AZUL


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As nuvens se movimentam suavemente. As árvores e as flores estão no mesmo ritmo. Na imensidão do campo, um corpo é violado. Mas, sua alma está fora da morada invadida. 

Corre feliz, olhando as nuvens. Bebe água fresca do lago ao lado do cervo. Vive intensamente o dia bonito. 

Retorna ao corpo e se sente dolorida. Exausta, adormece profundamente e sonha com o céu azul, nuvens, as árvores, flores e o cervo. Sente-se dissolvida no momentâneo paraíso.

As marcas da violência desapareceram com o tempo. Quanto ao agressor... como se nunca tivesse existido.


***

Conto ao som 

Chrono Cross - Life ~ Distant Promise




domingo, 14 de outubro de 2012

momento



Quando escrevo pela madrugada, a fera em mim reina. Deixo-a brincar um pouquinho.

SUSPIRO


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- Mãe, sinto-me morto.

- Come esse suspiro.

- Mãe, para voltar a viver preciso de uma infinidade de suspiros.

SALVA



Crédito da imagem:
http://tentacoesdagi.flogbrasil.terra.com.br/foto17696064.html




O desejo vinha como uma onda devastadora, seu corpo se abria para aquele homem. Quando ele quase estava a beijá-la, ela solta um peido. O clima de encanto de quebrou e ela retornou para casa, sentindo-se salva. Quando o marido chegou em casa, teve uma surpresa. A esposa tinha feito seu prato predileto:


Suflê de repolho


sábado, 13 de outubro de 2012

desejo


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DESEJO

“De repente, eu queria ser outro.”

Transformou-se em outra pessoa literalmente. Mas, anos depois, descobriu que estava só usando um corpo diferente. Continuava o mesmo na essência. Cansou-se de fugir de si e começou a fazer uma jornada para reencontrar o antigo corpo, desparecido no rio do tempo.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

IMAGEM DE UM SONHO



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Estou numa banheira de ouro e me banho com minhas fezes.

miniconto antigo




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REFUGIO

Sempre teve medo de parar de trabalhar. Desde criança uma mulher desgrenhada, que ficava em baixo da sua cama, atemorizava-o dizendo que era "Dona Loucura". Em virtude disso, desde cedo, arrumava sempre serviço; só parava de trabalhar quando o cansaço o arrebatava, ficando fora do ar por algumas horas.

Miniconto cíclico






The Journey, 2001  

Jan Saudek





No leito de morte: 

“Morrerei na mesma cama, onde minha mãe me concebeu. Ironia da vida?”

Sentiu-se duplo: Adulto e menino de mãos dadas para fazer uma longa jornada.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

veneno



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VENENO

- Quero um lento, doloroso e fatal. Pode me indicar?

- Lance a dúvida sobre a moral de uma pessoa. 



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SEMPRE SE DOMOU

Quando morreu, encontraram uma fera inerte na cama.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

“ UMA VIDA EM SEGREDO”







“ UMA VIDA EM SEGREDO”

- Doutora, não queria matar meu marido. Só pretendia tirar da cabeça dele a amante que morava nos seus sonhos. Desejava libertá-lo daquela parasita, doutora, deixava-o fraco de tanta safadeza imaginária.

***

Uma mulher vestida de preto e com óculos escuros olhava fixamente para o quarto da paciente, que matou o marido. Enfermeiros e médicos lhe atravessavam e nem percebiam sua presença. O desejo de vingança a tornava viva.





***

Este conto é ao som de

Hable Con Ella (Talk To Her) - Alberto Iglesias - 











domingo, 7 de outubro de 2012

MOSQUINHA




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Queria ser uma para ver o casal de artista de seus sonhos na intimidade. Imaginava cenas muito picantes...

Um dia, conseguiu o que tanto desejava. De repente, se transformou numa mosquinha e viu o que seus ídolos faziam.

Ficou decepcionada. Ficavam horas jogando vídeo game e comendo pipoca ou lendo roteiros cada um no seu canto.

Então, ela resolveu viver suas próprias fantasias picantes.





sábado, 6 de outubro de 2012

O amante e o marido

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SIMPLESMENTE  AMANDA ESTEPHANE

Anda pela praia com um vestido transparente e esvoaçante. De repente, encontra Antônio Jeferson de La vega que anda a cavalo. Ela começa a correr, mas ele consegue alcançá-la. Amanda Estephane tenta resistir, porém a língua e os dedos de Antônio Jeferson desvendam vorazmente todos os cantos de seu corpo. A jovem tenta resistir, diz que é noiva e precisa se entregar pura ao seu pretendente. Contudo, Antônio Jeferson continua a explorar o corpo de Amanda Estephane, que era para ele uma selva intocada pelo homem. Amanda Estephane sente sua carne tremer de desejo e começa a gritar. Sente-se viva, principalmente quando o mastro do Antônio Jeferson penetra suas entranhas. Os dois gozam ao barulho das ondas e depois adormecem misturados com a areia, as ondas e seus fluidos...


***

Depois de terminar o livro pede um chá a esposa que está entediada. Meses que o marido não a toca.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012


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DESERTO

Quando saía areia dos seus olhos, é porque o deserto se abria dentro dele. Entretanto, ao ouvir um canto longínquo, as dunas se dissipavam. Ao retornar, a primeira pessoa que ele pensava: 

A mãe falecida que, através do canto, sempre o salvava de seu lado desértico.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

POST DELETADO


Quero continuar no banho, mas não posso. A conta do gás fica muito cara. Livrei-me do chuveiro elétrico, mas preciso prestar a atenção para conta não vir muito alta. 

Domar-me é tão exaustivo, às vezes, queria correr nu e beijar as pessoas na bochecha. Gostaria de aquecer as pessoas com meu calor humano, entende? Lógico, inocentemente. 

Porém, quando passa toda hora veículos com músicas estridentes de propaganda eleitoral, tenho pensamentos assassinos e obsessivos.


Realmente trabalhar é um mal necessário, pois me faz esquecer dos instantes insanos que aparecem como fogos de artifícios em mim. 

Escrevi um conto e quando fui procurar uma imagem para ilustrá-lo, encontrei um antigo link do meu blog, onde estava o conto. Escrevi a mesma história. 

Repito-me sempre. Como disseram uma vez, preciso variar de histórias. Não consigo, quando percebo, escrevo o mesmo texto em diferentes formas ou não. Plagio-me toda hora.

Outro fato importante, por onde anda minha autocrítica? Às vezes me pego usando a máscara de artista incompreendido. Como assim? Não sou nem artista. Parece que quero me reafirmar toda hora.

Sei que me exponho nas redes sociais, principalmente com as distrações e erros de ortografia. Uma amiga, certa vez, comentou que tenho fome de letras, porque sempre estou comendo uma. Tem razão. Agora, não sei se é falta de atenção ou, na realidade, é uma fome ancestral de palavra. Necessito devorá-las para me construir. 

Enfim, entra e sai ano continuo com a mesma opinião: Escrever, para mim, é exorcizar meus fantasmas, angustias, recalques e sandices. Mas por que publicar? Talvez, quando se torna público se compartilha tudo isso, dando a impressão (na maioria das vezes equivocada) de leveza. 

Entretanto, não revelo tudo. Há segredos que precisam ser guardados, ou revelados para pessoas que são amigas verdadeiras. 

Caraca! 00h05min! Boa madrugada, amigos-leitores. 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Em uma certa rede social...





"No que está pensando?" 

 Se eu contar, vão me denunciar pra polícia?



Cena do filme Quando Duas Mulheres Pecam ou Pesona de Ingmar Bergman ( 1966)


IRMÃS

Viviam um teatro cíclico. Uma interpretava a frágil e a outra, a dominadora. Todos as deixaram sozinhas, não aguentavam viver na peça que representavam sem pausas. Ficaram juntas até a cortina descer definitivamente.